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Terminal De Campanhã No Porto Vai Separar Entradas E Saídas E Ter Novo Parque De Apoio

STCP Serviços prevê a "melhoria de condições no edifício" e a "abertura de um parque de apoio ao terminal", no caso o parque de São Roque, "que servirá de apoio para autocarros e ligeiros".

Terminal De Campanhã No Porto Vai Separar Entradas E Saídas E Ter Novo Parque De Apoio

Porto – Em um movimento de modernização, o Terminal Intermodal de Campanhã (TIC) no Porto, administrado pela STCP Serviços, implementará a separação dos fluxos de entrada e saída de passageiros, uma importante mudança em relação ao modelo atual. Além disso, será inaugurado um parque de apoio para autocarros e veículos ligeiros na área de São Roque.

Conforme informado pela gestora em comunicado oficial, duas novas fases de investimento foram anunciadas para o terminal, que, desde sua inauguração há três anos, já transportou mais de 24,3 milhões de passageiros e impulsionou o uso de outros meios de transporte, incluindo um aumento de 5% na CP, 13% no Metro do Porto e 23% nos autocarros urbanos para 2024.

Investimentos Visando o Futuro

Para 2025, a segunda fase de investimentos promete melhorias nas infraestruturas do edifício, como o aumento de instalações sanitárias de 13 para 31 e a abertura dos tapetes rolantes na passagem inferior pedonal. Parte dessa modernização envolve a criação do parque de São Roque, que servirá como apoio logístico para autocarros, proporcionando espaço para descanso, refeições, além de áreas para limpeza e manutenção de veículos.

Para os automóveis ligeiros, será ofertado um estacionamento com preços mais atrativos comparados ao terminal principal.

Reforma Estrutural

A terceira fase, prevista para começar ainda este ano, abrangerá uma reformulação operacional intensa. Esta mudança compreenderá uma reorganização completa das entradas e saídas no terminal; todas as entradas de ligeiros e autocarros serão feitas pelo sul, enquanto as saídas se darão ao norte, facilitadas por uma nova via de estacionamento. Uma importante reestruturação do controle de acesso dos autocarros ao cais evitará impactos negativos na circulação próxima à rotunda do edifício.

Os cais de embarque serão reconfigurados para evitar o cruzamento de passageiros, com um aumento da área pedonal e de espera dos passageiros, passando de 968 para 1.612 metros quadrados. Uma escada rolante nova ligará o cais à passagem inferior pedonal e haverá melhorias na sinalização interna.

No início de julho, a STCP Serviços implementou restrições para que a rotunda interna seja utilizada exclusivamente por BUS e usuários do estacionamento, que continuam a dispor de 10 minutos gratuitos para embarque e desembarque de passageiros. A empresa também aumentou a oferta de vagas para paragens de curta duração, ajustou o estacionamento exclusivo para táxis e redesenhou balizadores para evitar estacionamentos abusivos.

Estas mudanças representam a primeira fase de uma "adaptação funcional" necessária, conforme solicitado ao arquiteto Nuno Brandão Costa. Adicionalmente, a redefinição dos cais visa facilitar o embarque e desembarque no lado principal, melhorando a acessibilidade e a segurança.

Em reconhecimento aos desafios funcionais e operacionais do projeto, o presidente da Ordem dos Arquitetos, Avelino Oliveira, reconheceu a escala dos problemas enfrentados pelo terminal, construído por 13,2 milhões de euros, dos quais 8,5 milhões foram financiados pelo programa europeu Norte 2020.

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